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ZONA DE CONFORTO É UM LUGAR CONFORTÁVEL?

É muito comum escutar alguém dizer: “fulano está na zona de conforto”! Em minha vida profissional, por lidar com gestão, estratégia e desenvolvimento de empresas, escuto muitas pessoas, umas falando das outras, essa famosa frase.

É muito comum escutar alguém dizer: “fulano está na zona de conforto”! Em minha vida profissional, por lidar com gestão, estratégia e desenvolvimento de empresas, escuto muitas pessoas, umas falando das outras, essa famosa frase. Justamente por isso, resolvi abordar esse tema, pois, particularmente, penso que a zona de conforto não é um lugar nada confortável!

Segundo o site www.significados.com.br acessado por mim em 17/01/2018 às 16:30, a zona de conforto “é uma série de ações, pensamentos e comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não a causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. É uma região onde nenhum indivíduo se sente ameaçado”. Ainda segundo o site, “na zona de conforto, as pessoas realizam sempre um determinado tipo de comportamento que lhe dá um desempenho constante, porém limitado e com uma sensação de segurança. Essa é uma falsa segurança, uma vez que, quando ocorre uma grande mudança, quem está muito confortável leva um choque maior, e estará menos preparado para sobreviver”.

Escuto muitos líderes dizendo que as pessoas precisam sair fora de sua zona de conforto para melhorar o seu desempenho. Entretanto, gostaria de convidar você a refletir comigo o conceito de zona de conforto, sob uma outra ótica. A ótica de quem está dentro dessa na zona de conforto.

Será que as pessoas que se encontram na zona de conforto se sentem confortáveis? Pergunto isso, porque quando converso com as pessoas que estão na zona de conforto, vejo nelas uma certa angústia. A angústia de quem sabe que precisa mudar, evoluir e desenvolver, SÓ QUE ELAS NÃO DÃO CONTA. Por isso defendo que a zona de conforto não é um lugar confortável. Muitos estão lá de maneira desconfortável, sofrendo, mas lhes falta algo que os aprisionam lá. Vou dar um exemplo: conheci uma pessoa que trabalha em uma empresa cliente nossa e que está na sua função há mais de 15 anos. Aos olhos dos outros, em plena zona de conforto! Essa pessoa já participou e ainda participa de palestras, treinamentos, reuniões e tudo mais que a empresa promove ou incentiva. Ao conversar com ela, percebo que ela detém o conhecimento e, às vezes, até o discurso do que precisa ser feito, porém, na “hora H” de praticar o que ela fala... hum! A coisa não sai!

Certo dia, chamei essa pessoa para uma conversa particular. Percebi ali o seu sofrimento e, muito emocionada, essa pessoa se pôs a chorar. Abriu o seu coração dizendo o quanto sofria por ser daquele jeito, mas que mudar era muito difícil.

Talvez a resposta para isso esteja na “crença limitante”! De forma bem simples, posso dizer que crenças limitantes são pensamentos e interpretações que você toma para você como verdadeiros, mas que no fundo não são, mas, o impede de tomar certas decisões. Essas crenças podem ser formadas por experiências malsucedidas, valores de família, religião, etc. Querem um exemplo? Qual a interpretação você tem da frase bíblica “é muito mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de deus”? Quer crença mais limitante que essa?

No casso dessa pessoa que usei de exemplo, a principal crença limitante que identifiquei nela foi a de que ela já era velha demais para recomeçar. Detalhe, ela tem 39 anos! Tentei resgata-la com uma reflexão: Roberto Marinho, nasceu em dez/1904 em fundou a Rede Globo de Televisão em abr/1965, aos 60 anos de idade. Não estaria ele velho? Que nada! A verdade é nunca é tarde para recomeçar.

Por fim gostaria de chamar a atenção para uma situação que leva muitas pessoas para a “Zona de Conforto”: o medo de perder o que se tem, ainda que esse “ter” não seja algo grande (patrimônio, dinheiro, cargo, etc). Muitas vezes, com medo de arriscar o que já conquistamos, deixamos de dar um passo maior. Se não damos um passo maior, acabamos sendo ultrapassados por aqueles que vem atrás de nós com passos largos. Na maioria das vezes, perder o medo de perder é que nos fará ganhar!

Pensem nisso e Bom fim de semana a todos!


*Marcos Fábio é administrador de empresas e mestre em administração profissional com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas; É professor empreendedor pela Babson College em Boston/USA, onde também se qualificou em Inovação & Empreendedorismo. É sócio-Diretor e fundador da FORMATAR Consultoria empresarial, empresa líder no seu segmento no Centro-Oeste de Minas Gerais e Consultor organizacional com vasta experiência em negócios. É conselheiro de administração em empresas familiares, além de atuar como professor associado da HSM educação executiva. É Professor de MBA´s em instituições como FGV, UNA e PUC Minas e autor do livro Olhar Empreendedor – Reflexões para atitudes. É também colunista semanal do jornal Gazeta do Oeste com temas ligados ao mundo corporativo. Como empresário, além da formatar Consultoria Empresarial, é investidor em franquias de varejo.

 

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