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Artigos Liderança & Gestão de Pessoas

POR QUE A ECONOMIA PRECISA CRESCER?

Publicado em: 28 de Novembro de 2016.
Última atualização: 28 de Novembro de 2016 - 08h55.

Tag's: ECONOMIA, PRECISA, CRESCER


                Há alguns dias escrevi neste mesmo espaço o artigo “O BRASIL E SEUS DESAFIOS EM 12 PERGUNTAS”. Hoje, darei continuidade à missão de deixar você leitor mais bem informado, mostrando a questão do crescimento sob um novo ponto de vista: Crescimento econômico x População.

                Se somarmos todos os nascimentos de pessoas no Brasil em 1 ano e subtrairmos todas as mortes no mesmo período, teremos o chamado Crescimento Vegetativo da população. No Brasil, nossa taxa de crescimento vegetativo é de 0,9%, ou seja, a cada ano, temos 0,9% mais pessoas neste nossa Brasil varonil.

                A população hoje, segundo o IBGE, é de cerca de 206.728.000 (duzentos e sei milhões, setecentos e vinte e oito mil habitantes). Se fecharmos 2016 com um número próximo a 206.730.000 significará que em 2017 teremos 1.800.000 (um milhão e oitocentas mil) pessoas a mais nessas terras tupiniquins.

                Se a cada ano aumentamos a nossa população nesse número, significa dizer que serão mais 1.800.000 pessoas a demandarem escolas, educação, saúde, lazer, bens e serviços. Ou seja, nossa economia precisaria crescer no mínimo 0,9% só para manter as coisas como estão. Neste mesmo ritmo, o país precisaria gerar a cada ano os mesmos 1.800.000 empregos para dar acomodar os novos entrantes no mercado de trabalho.

                Entretanto, a previsão de 2016 segundo o site www.folha.uol.com.br acessado por mim em (22/11/16), o Brasil poderá perder até 2.200.000 postos de trabalho. Ou seja, além de não criarmos os 1.800.000 necessários, ainda estaremos perdendo mais 2.200.000 postos de trabalho. Se você já fez as contas, já viu que entraremos em 2017 com um saldo de menos 4.000.000 (quatro milhões) de empregos.

                Essa falta de crescimento está gerando 11,6% de desempregados em média, sendo que na faixa etária de 18 a 24 anos essa taxa sobe para 18,9%. Estamos em 7º lugar no mundo, empatados com a Itália e perdendo apenas para África do Sul (26,6%), Espanha (19,9%), Montenegro (17,3%), Jordânia (14,7%), Croácia (13,3%) e Chipre (11,7%). Na outra ponta a lista, temos a Tailândia com apenas 1% de taxa de desemprego.

                O que muitos ainda não entendem é que estamos a cada dia recebendo sinais claros de que o nosso modelo de gestão pública está falido, pois está pautado em burocracias, ineficiência do estado e custos não administráveis em função de uma série de problemas, dentre eles, os chamados Direitos Adquiridos e que também já retratei esse assunto em outra oportunidade.

                Precisamos crescer e para crescer precisamos ser mais leves, menos burocráticos, menos inchados e menos paternalistas. Em nenhum lugar do mundo Estabilidade combina com Competitividade, pois a falta de garantia e de certeza é que faz com que as empresas se mexam para serem cada vez mais competitivas. Enquanto o mundo pensa e age assim, aqui estamos nós, na contramão da história fazendo mais concursos públicos e tornando as despesas do país “inadministráveis”, sem falar é claro, na corrupção, que é outra linha de ação que precisa ser varrida de vez desse país.

         

*Marcos Fábio é administrador de empresas e mestre em administração profissional com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas; É professor empreendedor pela Babson College em Boston/USA, onde também se qualificou em Inovação & Empreendedorismo. É sócio-Diretor e fundador da FORMATAR Consultoria empresarial, empresa líder no seu segmento no Centro-Oeste de Minas Gerais e Consultor organizacional com vasta experiência em negócios. É conselheiro de administração em empresas familiares, além de atuar como professor associado da HSM educação executiva. É Professor de MBA´s em instituições como FGV, UNA e PUC Minas e autor do livro Olhar Empreendedor – Reflexões para atitudes. É também colunista semanal do jornal Gazeta do Oeste com temas ligados ao mundo corporativo. Como empresário, além da formatar Consultoria Empresarial, é investidor em franquias de varejo. 

 
 

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