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Artigos Gestão & Planejamento

COMO FAZER UMA SUCESSÃO EFICAZ NO NEGÓCIO

Publicado em: 6 de Setembro de 2018.

Publicado por: Suporte

Tag's: fazer, sucessao, eficaz, negocio


Por Marcos Fábio Gomes Ferreira

    

    Como fazer uma sucessão eficaz. As empresas familiares no Brasil e no mundo são maioria. Só para você ter uma ideia, no Brasil 95% das empresas são familiares. No mundo também é parecido: em Portugal e Itália, 99%; no Canadá e Chile, 90% e, nos Estados Unidos 89%. Outro dado interessante, porém, triste é que menos de 5% das empresas familiares chegam as mãos dos netos. Justamente por causa dessa triste estatística é que resolvi falar sobre o tema de hoje: como fazer uma sucessão eficaz.

    Na verdade, descrever o processo é simples. O que não é simples é fazer o processo acontecer. Estamos há anos ajudando as empresas familiares a se reestruturarem e a pensar no seu processo sucessório para que ela saia dessa triste estatística, assim preparei aqui algumas reflexões para que você saiba o que considerar na hora de um processo sucessório:

    1- Organização do negócio: qualquer processo de sucessão precisa partir de um negócio que esteja organizado, com gestão profissionalizada e com indicadores de desempenho confiáveis para análises e tomadas de decisão, pois, o futuro sucessor precisa saber qual é o negócio que ele vai assumir.

    2- Família: a família empresária é a acionista dessa empresa, e, como acionistas, desejam ter retorno sobre o capital, mas, não podem fazer isso colocando os desejos da família para com negócio acima da relação do negócio para com mercado. Em outras palavras, o que define os desejos e os objetivos do negócio estão muito mais relacionados à uma situação de mercado que propriamente aos desejos e anseios particulares da família.     Quando esse alinhamento não acontece, a família passa a exigir do negócio mais do que ele dá conta de proporcionar.

    3- Patrimônio: uma empresa familiar precisa definir quais serão as regras de formação e utilização do patrimônio gerado por essa empresa, para que não haja de injustiça entre os acionistas familiares.

    4- Planejamento Estratégico: é a definição dos desejos e anseios da empresa em relação ao mercado, ou seja, toda empresa precisa construir o seu planejamento estratégico orientado para o mercado para que ela saiba qual é o seu rumo, quais são seus desafios e quais são as suas entregas para esse mercado. O planejamento estratégico será fundamental para que o Conselho De Gestão Familiar possa monitorar a eficiência e a eficácia do gestor frente do negócio.

    5- Governança corporativa familiar: A governança corporativa é o instrumento de gestão mais eficaz para trabalhar com acionistas, quer sejam familiares ou não. Uma governança nada mais é do que a criação de um conselho de gestão, formado pelos acionistas e pelos gestores que irão acompanhar mensalmente o desempenho do negócio, levando em consideração o planejamento estratégico realizado e os indicadores de gestão das áreas financeira, comercial, operações e gestão de pessoas. A partir desses indicadores e desse planejamento, o conselho exigirá correções de rumo, podendo até tomar decisões ou dar diretrizes sobre temas como estratégia, risco, talento e resultado.

    6- A escolha do sucessor: a escolha do sucessor deve ser baseada nos desafios da empresa e na sua capacidade de levar o negócio para o futuro definido no planejamento estratégico da mesma. Essa escolha deverá ser baseada na competência e, principalmente, na visão de futuro que esse sucessor tem. Neste momento, precisamos entender que as atitudes e decisões mais acertadas são baseadas não no que você sabe, mas no que você enxerga à frente. Um outro ponto importante é lembrar que uma empresa precisa de uma cabeça no comando, ou seja, uma empresa precisa ter a figura de um diretor geral, ainda que existam outros membros da família com a mesma quantidade cotas, afinal de contas, uma empresa não pode seguir a duas ou três cabeças ao mesmo tempo. Quando isso acontece, aparecem as disputas de poder, as panelinhas e os feudos, que atrapalham muito o caminhar da empresa. As divergências entre o que esse diretor geral pensa e o que os demais acionistas pensam, devem ser tratadas no conselho de gestão e não no dia-a-dia da empresa.

    Por fim, um grande desafio das empresas familiares é o diálogo. Para isso, esse diálogo deve ocorrer baseado em quatro princípios definidos pelo Instituto Brasileiro de governança corporativa-IBGC: transparência, equidade, responsabilidade corporativa e prestação de contas. Quer saber mais sobre empresas familiares, vem conversar com a gente.

 

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